Sim, você não é tão psicopata quanto parece


Sabe quando você diz que perdeu algo? E quando diz que perdeu alguém?
A palavra, e o sentido é o mesmo. Mas, quando perco um objeto, ainda tenho chances de achá-lo... por que usar essa palavra, quando perde-se alguém querido?

Não é a mesma coisa.

Algumas pessoas, ainda somem de nossas vidas por algum evento/fator invasor.
Eu senti que perdi algumas. Senti que não posso recuperar velhas amizades, velhos amores... porque, nunca mais serão os mesmos. Nunca mais aquele amor nostálgico, irá voltar. Nós quebramos uma vez, e uma vez que você cola os cacos de um vaso com cola, você sempre notará aquela rachadura. Aquela cicatriz.
E tudo fica mais frágil. Teu amor não é mais tão forte, tão resistente. E então, só resta aceitar que perdeu-se um amor.


Eu assumo que tenho um problema. O problema de perder amizades. Não por discussões, brigas. Não.
Pelo contrário... elas se modificam. Ela são atraídas, tentadas, e no fim, cedem à novidades.
Mudam, porque precisam. Adicionam um tempero sem graça, perdem seu sabor único, e tornam-se o arroz gelado, do mês passado.
E o que é ruim, eu simplesmente rejeito. Eu gostava de quando era interessante. De quando tinha novidades, de quando tínhamos gostos a compartilhar, músicas para descobrir, piadas idiotas que nos fazíamos rir, e preocupações.

A vida segue.
E não tenho com quem compartilhar músicas diferentes, não tenho com quem ter conversas diferentes, não tenho com quem bolar ideias divertidas, não tenho alguém pra sentir saudades.


E a parte boa, é que não vou partir corações, deixando assim, saudades.
...já disse, e repito; a morte me quer só.

Random Voices in Moments of Truth

They're in my head, but my conscience is just one. Just like a wave of fishes in a river.
They're random. Never the same. Always different. Everything is a balloon, everything is a rock.
They push, they  turn my courage on.
Here they are;


"Don't look! Don't look!"

"Jump now. Jump now! Don't  hesitate."

"You aren't special, Iron Man. Try again, and don't fail."

"Too late. Go on your own, forget them."

"Look around. Suspicious. Walk. Move fast. Run."

"You did it! You did it!"

"Hah! Feels good. We're happy, now, isn't?"

"The losers. Let them go."

"Go on. Have faith."

"Come on... don't just keep looking. Try it!"

"We're one. I can, you can. Now, make us proud."

"You can't dance. Don't try. Focus on your evolution. Get yourself tough, and fast."

"You're a Warrior. Don't give up."

"Pain is never enough. Move on."

"Man, focus. Focus on your target. Go."

"Wise boy. You're always right. We're so proud."

"Rest now. You're fucking with your limits, dude."

Olhos e Atmosferas

Ouvia músicas, enquanto fazia meus treinos. E me alguns me olhavam. Olhares diferentes, perdidos, tentando buscar explicações.
Treinava, dentro de casa, ouvindo música, quando me perguntaram: "O que é isso que você tá ouvindo?".
Hah!

Ser visto pelos olhos de um estranho.
Mil reflexões a respeito de ações, tentam interpretar movimentos, falas, olhares, tudo, só vendo o que você faz.
Com amigos e familiares, ás vezes, não é diferente.

          "Eu ouço isso, faço aquilo, e gosto disso."
                - Nossa! Mas isso é estranho! Por que você gosta disso?

Mesmo sendo diferente, peculiar, ou até mesmo, bizarro, as pessoas querem argumentos pra prazeres.
Eu fiquei imaginando... como explicar o prazer da solitude, ouvindo música ambiente.
A primeira coisa que vem é: "Música de elevador?"
Não. Imagine sons misturados, como o de vento, risos, pessoas falando, ao mesmo tempo em que batidas repetidas, em ritmos lentos, soam numa sincronia quase perfeita. Agora, imagine a atmosfera pra qual isso te transfere.
É diferente. Imagens não valem mais que mil palavras, e nem cem mil palavras irão explicar a sensação da transferência atmosférica.
E são várias. Caóticas, serenas, agitadas, monocromáticas, depressivas, inspiradoras... tudo depende do que aquilo representa pra você.

E é relativo. As vezes, uma atmosfera mais "trevosa", num dia mais iluminado, é o que deixa o dia neutro.
Por isso, é algo pessoal.

Contudo, alguém teria paciência para ouvir uma explicação dessas? Alguém compreenderia?

Não. Os olhos de um estranho, são formados pelo mesmo. Os estranhos, têm suas respectivas atmosferas, se é que sabem o que elas são e representam.

Slow this Bird down

Vidas são guiadas por vários critérios. Razão, emoção, curiosidade, medo, etc.
Citei algumas (poucas), que considero importantes.
Pense bem; no momento em que se encontra uma caverna, pode-se pensar em explorar pela diversão, ou como um caçador de detalhes. A hesitação pode consumir, até chegar num ponto em que, guiado pelo  medo, vai embora sem explorar tudo. A experiência deixa mais aguçado aos detalhes, e a curiosidade só aumenta, deixando medos pra trás.

Ao pedir um aumento pro chefe, ao fugir numa situação inesperada, ao pedir informações para estranhos, ao arriscar-se fazendo algo novo.
Tudo pesa. A experiência pode ser um fardo pesado, mas pode transformar-se em uma armadura.
Eu disse "pode". Se usada de maneira errônea, a experiência será, nada mais que, um osso quebrado.
Sim, um osso quebrado. Mesmo que se cure, o osso e os movimentos usados naquela área, serão limitados.

Algumas experiências são permanentes. Outras, passageiras. Mas de qualquer maneira, aquilo sempre vai influenciar a maneira de agir.
Se algo leva àquilo, e a experiência foi bem absorvida, então, não se repetirá, causo haja dor. Caso contrário, acerta-se o mesmo muro centenas de vezes.

Bem, embasado em experiências pessoais, vivo mais focado na razão.
Evito a dor, mas se ela aparece de surpresa, eu a suporto de maneira consciente. Ela não me abala, nem me desespera.

Tudo tem que ser calculado. Confiança é algo caro, no meu mundo. É algo raro, também. Se corrupto, pode doer mais do que qualquer dor física/psicológica.
Pessoas são ruins, eu sou ruim, todos somos. A diferença, é você saber disso, admitir isso, e evitar ser ruim, gratuitamente.
Eu gosto de conhecer aqueles que me cercam, e costumo evitar os que não me aparentam ser ameaças.
Gosto das pessoas sensatas, gosto das pessoas que se conhecem. Mas, principalmente, gosto de pessoas fortes.Pois, se têm forças pra se locomoverem e se levantarem, ao unirmos forças, mais quedas suportaremos, e mais caminhos longos percorreremos.
Tenho receio de perder a essência Lone Wolf ao caminhar; de entrar no inferno sozinho, e sair quebrando tudo; de correr sempre na minha velocidade, sem ter que parar pra esperar e de quebra, olhar pra trás.

Por outro lado, algo morre dentro de mim.
Sinto falta de ter opiniões divergentes, mas que mesmo com essas diferenças, eu sinta afeição pela mulher que me afronta. 
Sinto falta de ouvir conselhos, depois de um tropeço bobo (não uma grande falha, apenas um tropeço quase proposital).
Sinto falta de ver um sorriso, mesmo que eu esteja com um ar depressivo.
Sinto falta daquele sentimento mútuo de felicidade, sem palavras. Do olhar de alegria, de compartilhar histórias, de me irritar antes de atender o telefone às 2:00 da manhã, e logo em seguida me sentir estranhamente bem, após ouvir aquela voz confortante.


Parece uma conspiração, mas essa hora vai chegar. E, exatamente, num momento em que eu não preciso. Mas, é como encaixe de vôo; se você quer, mesmo, você vai.

Costumo dizer que a minha vida, é uma balança na garoa.
Não importa quanto chova, um dos lados, sempre pesa POUCO mais que o outro.