Tornado

Após algum tempo de aventuras, novidades, dias novos, novas experiências, fui forçado a parar.
Uma corrente enferrujada, uma engrenagem acabada.
Forçado a me analisar. Era hora de parar a máquina corpo. Hora de polir as peças, de revisar tudo. Fruto de muito esforço, algumas cicatrizes nunca somem, porém, são algumas que nos fazem fraquejar; que nos fazem rastejar perante ao imprevisto. Dores já sentidas uma vez, que já não fazem tanto efeito; mas que ainda dóem.
Um tempo parado. Eu via o sol sorrindo, os pássaros voando, a inspiração e a liberdade brincando... e eu, atrás daquela janela, atrás daquelas grades, enferrujado.

Comecei a cuidar da máquina. Mantinha, trabalhava, reconstruía, e reanalisava.
Fortalecia a velha corrente. Reconstruía boa engrenagem. E, pouco a pouco, via resultados.
Disposição voltando, e eu sentia-me impelido a testar o básico. A relembrar do momentos de conquista, a rever técnicas, e por fim, testar a força que o tempo me presenteou.



                                                                                                               Foi leve. Só um susto.
Olha-se pra frente,
recomeça-se.

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