A vida é - em grande parte - baseada em julgamentos. Ao nascer, você ganha um martelo.
No nascimento, vêem um rosto que julgam ser o de sua mãe.
Estabelecem contato, e descobrem que manifestar sons é uma maneira de se comunicar. Julgam que todos os rostos devem estar a sua disposição.
Novas expressões, ações, e aquilo que é pertinente, julga divertido/útil.
Pessoas, comunicação, escolha do círculos de amizades. Julgamento. Você não é agradável, sinta-se excluído, para que eu não tenha que deixar isso claro.
A comida, a música, os livros, os filmes... a vida. Tudo ruim. Hora do caos. Ninguém sente-se culpado, e quem sente, apenas atribui a própria culpa a outrém.
Atos, pessoas, invenções... julgados. Medidos, pesados e indeferidos. Negado.
Maturidade. Ou ao menos, julgam assim.
Admitir, ou mentir? Evolução? Revolução? Bestas? Carnívoro? Herbívoro? Festas? Vegan? Hard Rock? Pop? Spam?
Eu julgo um a um. E carimbo.
A massa vira juri. O idiota, o promotor. E eu, o juiz.
Um circo, um espetáculo. Discussões julgadas homéricas. E a pauta? Meu amigo... assunto é o que não falta.
Te analisam com base em imagens, em dados - aqueles de 6 lados -, em dinheiro, e de onde tudo isso vem.
Surpreendem-se, quando faltam argumentos. Assustam-se, quando estão errados. Mas nunca admitem. O juiz não quer errar, o promotor quer lenha na fogueira, e o juri quer ir embora logo, pra assistir TV.
Aqui não tem pena de morte. Aqui tem linchamento moral. Aqui, uma foto diz tudo sobre você.
A personalidade, valores e tudo mais. Embasados em boatos, ninguém quer saber de lógica. Ninguém quer provar, ninguém quer perder.
Fazer o quê? Eu me julgo, eu os julgos.
Todos estamos julgando algo, alguém, ou algum.
É longe, é perto. Difícil, fácil... você só sabe quando está certo, quando sai da teoria e vai ao prático.
E esse, é o sentido da vida. Arquivar/solucionar julgamentos... até bater o martelo, no teu último suspiro vital.
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