E então? Como vai ser?

Sinceramente, desde que houveram mudanças drásticas em minha vida, nunca mais me senti o mesmo. Foi como colocarem uma tela na minha frente, com minha imagem crua, e algumas (poucas) características, e falarem:
" -  Essé é você, cara. E então? Como vai ser? Escolhe aí. Mas preste atenção, pois, todas as escolhas têm preços, e algumas são permanentes."

E até hoje, customizo tudo. A idéia de tentar algo único, sempre fica fixa na mente.
A idéia de ficar acima da média. A ideia de compensar o erro, com vários acertos seguidos.
A idéia de ser indispensável, porém, não monopolizar o conhecimento.

Mas algo vive dentro de mim, como uma partida de tênnis infindável; perene.
Em alguns momentos, volta forte, feito uma batida de possantes pesados em alta velocidade. Em outros, chega lentamente, e eu rebato com uma força suprema.


Gosto dessa vida. Gosto dos desafios que são impelidos. Gosto do momento em que posso sair do ponto de partida com segurança. Gosto do momento em que o sucesso é inevitável.
Gosto de aterrissar leve, e soltar a respiração depois do choque. Lentamente...


Mas não é só do agradável que tiro lições. Deslizes, quedas, erros.
Rende, mas dói.
Cicatriz aberta por dias. Dias, em que devo repousar e pensar no erro mil vezes. E mais outras mil.
Assistir ao flashback sentado, disposto, e reparar cada detalhe.
"Onde foi que eu errei?
Aquela pedrinha? Aquela gota? A brisa?"
Tudo contribuiu para a queda. Foi um embate de conspiração versus concentração.

Superação.
Você tem uma cicatriz fechada. Representação "estética" de experiência. E eu me sinto bem. Quero tentar de novo. Dobro a concentração, repito a fase anterior até me sentir pronto, e depois... executo com sucesso, sempre concentrado como se fosse a primeira tentativa.

Incrível? Não.
Todos fazem. Só precisam ter consciência de suas capacidades.

Sentir fascinação por suas duas pernas, e saber que não servem apenas pra te levar até o ponto de ônibus, e  ficar sentado.
Sentir amor pelos teus braços, que não servem apenas para levantar copos.
Observar as tuas mãos, perceber que teus dedos não são apenas feitos pra segurar canetas e digitar.
Fechar os olhos, apagar aquela rotina desgastante de escritório-voltar pra casa-assistir TV-comer-dormir.

Saia de casa. Vá a um parque, explore cada canto. Suba em árvores, escale paredes. Pare de dar a volta pela calçada de ladrilhos, só porque tem grama e um caminho traçado por outrém. Corte caminho pelo gramado.
Saia a noite, mas sem trocentos objetos. Liberte-se de celular, e coisas que vão atrapalhar a tua abstração. Caminhe. Explore. Escale. Veja como algumas coisas, conseguem ser diferentes a noite, e outras, nem tanto Repare nos detalhes. Deixe de lado o teu mundo estressante, e mova-se.
É saudável, é divertido, e tá no corpo e mente de qualquer pessoa.

Qual é o problema?
Você acha que o tempo vai te desgastar? E não vai fazer nada pra evitar, ou diminuir esse desgaste?
Se preocupa com o que as pessoas vão achar? Elas tem noção dos próprios problemas, antes de olhar os teus?
Agora, felicidade é dinheiro? Você tem que prestar conta dos atos que te deixam feliz, pra seguir em frente?
Que quando era criança, não ligava pra o que os outros iriam pensar? Que era mais feliz?

... você acha que a vida mudou pra você? Pra pior?

Você construiu isso, acredite.


A minha mudou. Mudou, e pra melhor. Mudou, pra o que eu acabei de explicar e sugerir.
Porque eu construo, adiciono, e faço o que gosto.
Ninguém, além de você, pode se "customizar". Experiência, é o preço pago por cada atitude.
Adicione consciência e concentração. Tornar-se-á uma nova pessoa. 

Se você acha que desperdiçou, corrija.
Se você acha que pode, tente.
Se você tem vontade, experimente.
Se faz sentido, pratique.

Você sabe onde a vida acaba. E lá... é o limite.

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