Tudo faz parte de um espetáculo. (Más)caras tristes e animadas.
Neste momento, sou espectador. Nada sei. Qualquer tentativa de contato, é frustrada com um choro alto, de medo. As mãos se voltam, e tentam mostrar o que se passa.
Rostos sem máscaras, narram histórias, criam idiomas. Tudo se desenvolve.
Agora, somos parte da história.
Algumas máscaras caem. Outras, surgem.
Começa a minha.
Rostos sem máscaras, com expressões que variam em tempo real. Estes, são os que me ensinam e guiam.
Mostram parte do script, palpitam, riem, e contam diversos finais alternativos.
Surgem os rostos com máscaras. Tristes e sorridentes. Mentirosos e falsos mártires.
Oferecem-se para pintar uma máscara nova. Máscara, que seria a minha.
Recuso. Viram as costas, vociferam maldições.
E eu fico só. Só, por muito tempo.
Só, por tempo suficiente. Só, um tempo.
Tempo aquele, que parece eterno, já que, não há data específica para o fim.
O tempo passa. Algo novo se aproxima...
Um ser que anda corcunda, e corre manco, sussurra:
Sem máscaras, eles te vêem. Não querem o único. Eles querem todos iguais."
- "Pois sim! Máscaras são necessárias.Você não precisa ser uma máscara. Ela apenas cobre teu rosto, tira as tuas expressões. Mas o que vai cobrir o que há na tua mente? O que vai esconder o teu coração?
- "Acrobata, não foi uma comparação direta com o fator comum x único. Apenas evidenciei que, apesar da sociedade andar num certo ritmo, você não precisa acompanhá-los."
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