Numa semana em que os dias pareciam não acabar, em que as horas eram ingratas, que o ar incomodava, que o clima pesada, nada como chegar ao fim de semana. Ledo engano.
A inspiração de sexta, esvaia-se. As idéias, planos e vontades, tornaram-se vagos.
Não conseguia sentir o momento de agir. O ímpeto me falhava. Eu caí, mas não caí. Fui salvo pelos reflexos.
Não têm licões a serem tiradas daí. Tudo mais mórbido, gélido, e eu quero me aquecer. Querendo o dia sorridente, o sol alegre, e as obrigações desintegradas,
Eis que surgem os detalhes. As luzes que deixei passar, o vento que acariciava a grama. Sim, os meros detalhes.
Caminhei até o ponto mais alto, sentei, e me senti sobre a cidade. Pernas chacoalhando, brisa nos cabelos, silêncio.
No máximo, o vento soprando palavras. Sacolas voando, algumas (poucas) pessoas caminhando em silêncio, e a cidade era minha.
E eu caminhei por aquele Vale. E eu pensei. E eu criei.
Era um refúgio. Precisava, e ainda preciso limpar minha alma.
Preciso limpar dessa semana que passou.
Renovar o espírito com um bom dia, e uma boa noite. A tarde, eu tomo conta.
A vida não é feita somente de palavras.
Então, farei acontecer.

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